2.22.2006

Leitura: Caminho para o conhecimento



Secretário anuncia a ampliação do Programa de Leitura em Friburgo (trecho retirado do site da Seerj)



"Para marcar a semana de volta às aulas, nesta terça-feira (21/02), o secretário de Educação, Claudio Mendonça, passou o dia em Nova Friburgo. Este ano, 28.900 estudantes estão matriculados em 52 escolas ligadas à Coordenadoria Regional Serrana II e 29 ficam na cidade. De manhã, ele participou do Seminário “Leitura: Caminho para o conhecimento”.



Durante o evento, Mendonça anunciou a ampliação dos grupos de leitura. A meta é atingir 300 mil estudantes, em 2006.



- Nossa expectativa é trabalhar este ano com o Ensino Médio. O que vamos precisar é de uma grande mobilização das famílias, dos meios de comunicação e, fundamentalmente, dos professores. Criar uma nação de leitores é um desafio que eu lanço nesse seminário. Eu acho que o Rio de Janeiro pode mostrar para o país a importância de se formar leitores, indispensável para que a humanidade possa evoluir.



O secretário anunciou, ainda, a criação de um prêmio para as 20 unidades escolares que mais se destacarem com relação ao desempenho dos alunos, aprovação e baixa renda. Com isso, será avaliado o efeito escola, levando em conta a realidade que o estudante tem em casa."


=x-

Pois que estejamos atentos à nova metodologia adotada este ano, que visa exatamente o desenvolvimento do poder crítico e de produção textual dos alunos.

2.14.2006

Educação Para os Meios de Comunicação

Nos dias atuais é fundamental que nossa educação, nossas escolas, estejam voltadas e preparadas para uma educação para os meios de comunicação de massa (MCM). Acho óbvio o motivo, mas esclareço: nosso país não discuti o assunto como deveria, exceto em algumas faculdades de Letras, e de Pedagogia.

Por que é fundamental uma educação voltada para os MCM? Ora, para orientar e ajudar crianças e adolescentes do nosso país - extremamente voltadas para a TV - na leitura crítica dos conteúdos. Mostrar-lhes que nada é neutro em termos de TV, jornalismo, propaganda, e que por trás de toda a parafernália eletrônica há um poder e uma ideologia trabalhando com níveis muitas vezes subliminares dos telespectadores.

Num país de gravíssima desigualdade social, onde a distribuição de rendas é das mais injustas e contrastantes do mundo, a questão da educação para os MCM, se implantada nas escolas, ajudaria em todos os níveis da formação do educando, pois que amenizaria o principal fator de degeneração de uma sociedade, e de escravidão mental: a falta de questionamento da realidade.

Um leitor profícuo em todos os sentidos do “ler o mundo”, é capaz de posicionar-se criticamente diante das mensagens, reconhecendo-lhes o modo de operar a linguagem, visual e verbal, produzindo assim um efeito predeterminado.

Este trabalho pedagógico de alguma forma vem sendo trabalhado nas escolas, mas ainda é muito pouco proveitoso. Materiais não didáticos e adaptados já fazem parte da vida escolar: teatro, jornal, TV, HQ, mas ainda não dominamos uma pedagogia que transforme este ato de questionamento em habito, tão poderosa é a influência midiática, e o pouco nível da nossa educação. Fora algumas pesquisas que andei lendo sobre o assunto, como trabalhos desenvolvidos pela pós-graduada em Letras da USP, Eliana Nagamini, e a a professora de sociologia da cultura, Tânia Pellegrini, da UNESP, entre outros, pouco se fala e discute, mesmo nas reuniões de professores e pais, onde seria interessante pautar o assunto tão próximo de nós.

E o pouco que já foi trabalhado em alguns projetos como “A circulação do Texto na Escola”, já indica os benefícios da reflexão dos variados textos que nos circundam, e confundem (texto = palavras, imagens). Assumiria, assim, a comunidade escolar, um controle maior sob os efeitos negativos e positivos, por exemplo, da TV na vida dos brasileiros.

Se a mídia é um dos poderes atuais, mais um forte motivo para nos preocuparmos em preparar nossos alunos e filhos para domina-la.

By Tânia B.