4.08.2006

Leitor em Formação

Na leitura de um livro, uma página de jornal, uma revista especializada, o leitor se torna também o criador do texto. Não há leitor de verdade quando não se realiza no ato da leitura a mágica da comunicação. Em especial na literatura, o leitor é co-autor da obra que se materializa nos sentidos surgidos e (re)significados por sua vivência. Sabemos que a literatura é plurissignificativa. Percebemos a co-autoria do leitor, por exemplo, quando dizemos que quando relemos -anos mais tarde - uma dada obra literária e que a nossa compreenção foi outra, foi diversa daquela primeira vez.
Na Escola
Dos leitores que orientamos nas escolas hoje em dia exigi-se mais que uma decodificação. Pelo menos é isso que se espera. Nossas crianças e adolescentes submersos em imagens e informações que chegam por TV, internet, cinema, noticiários e publicidade têm uma certa dificuldade - quando apenas restritos a tais meios - em direcionar a atenção para o texto escrito e, em muitos casos, não atingem um grau mínimo de abstração exigido para determinados enunciados. E como nós, os professores, ficamos agimos nestes casos? Temos que traduzir tal texto para a classe negando assim o sentido maior da leitura ao nosso aluno? Não. É preciso orientar, sim, e mesmo adequar o texto ou o livro ao nível abstração do educando. No entanto, que não caiamos nos também limitadores estereótipos que transformam a literatura em compartimentos estanques, criando assim uma espécie de hierarquia. (Continua)
By Tânia B.